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um ANDARILHO em viagem pelas
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ANDARILHO 7partidas
Poesia Décimas
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Cancioneiro NIASSA

Canto do
ALENTEJO
NOVO(MÉRTOLA)

Canto do CANTE os COROS

 

in - Buenos Aires, Dezembro de 2003 - aparece, em edição virtual, nas NOVEDADES dia 23 de Dezembro de 2003, tendo chegado a Lisboa, os primeiros, impressos em papel, no dia 25 de Fevereiro, mas retidos na alfândega para...
ISBN
1-4135-0135-4, da edição virtual
ISBN 1-4135-0136-2, da edição em papel

Ver Também - O TOURO e a COBRA - LENDAS de BEJA?

 

Autor: José Penedo - o baladeiro
Um deNómio de José Rabaça Gaspar. (www.joraga.net )

Não é um pseudónimo nem um heterónimo (exclusivo de Pessoa) mas um neologismo inventado, um NOME (outro), anjo ou demónio, musa inspiradora, que escreve através do autor, o livro ou cada um dos poemas do autor, como se pode ver nesta obra, com vários deNÓMIOS... (quase um por poema)...

Apresentação

Em A COBRA, José Penedo, outro deNómio como José d'A MAR, e José Penedo de Castro, canta-nos aqui, em BALADAS, as Lendas do Touro e da Cobra (uma LENDA de BEJA?) e o enCanto das Fontes... numa espécie de sinfonia em três Andamentos e várias Cantatas...

Publicou também, na mesma editora, como José d'A MAR - A MAR e A ILHA e A FEIRA como José Penedo de Castro.

edição virtual e em papel a pedido.

Sinopse

Como diz M. Torga (in Portugal, p.40):
Lamentavelmente "... mesmo nos reinos maravilhosos (do maravilhoso) acontece a desgraça de o povo saber duma maneira e as escolas saberem doutra."

A COBRA não devia, nem podia ser título deste livro, nem de nenhum LIVRO!
A COBRA é um bicho repelente que foi condenada a rastejar pela terra, por ser a origem de todos os males da Humanidade, desde a Criação do Mundo (Génesis, 3, 1 -24).
Mas "A COBRA era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado..." E disse a COBRA: "Mas Deus bem sabe que no dia em que comerdes (do fruto dessa árvore) os vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecendo o bem e o mal." E disse o Senhor Deus: "Eis que o homem se tornou como um de nós conhecendo o bem e o mal. Agora pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também o fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente. O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado. E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden Querubins armados de uma espada de fogo, para guardar o caminho da árvore da vida."
A COBRA, possivelmente, é o animal que revolve as entranhas do Ventre da Terra abrindo caminhos para a descoberta dos seus mistérios, segredos e tesouros... "... e sereis como deuses."
Eis o grande perigo. Por isso, A COBRA não é istória que se conte a pobres mortais!

Por isso, A COBRA não é a istória da COBRA.
A COBRA é a istória do TOURO e da COBRA, que várias pessoas me contaram em Beja, muito a medo e de uma maneira muito difusa, confusa e variada e que muitos outros me afiançaram que... não senhor... essa istória não é bem assim... até um senhor doutor de Lisboa disse que não é nada uma lenda de Beja, mesmo que as pessoas de lá digam que sim e a contem em segredo!!!... até se pode ver na brasão da cidade que tem uma cabeça de touro e duas águias e não tem cobra nenhuma, e portanto...
Portanto a COBRA é a istória do TOURO, porque é o touro que salvou a cidade, mas parece que senão houver uma cobra o touro não salva a cidade de coisa nenhuma!!! Mas, como a COBRA não existe!... Portanto a istória da Cobra não existe. É fantasia dos contadores de istórias que não têm estatuto de contadores de istórias!...

É por isso que A COBRA, tem uma dedicatória especial.
Estas baladas, badaladas por alguém que não sabe cantar, nem sabe música... e pouco sabe da arte de contar..., é dedicada aos "contadores de istórias" àqueles, que sem o saberem... ou sem terem esse estatuto outorgado por nenhuma escola ou entidade arvorada em autoridade, têm de facto, por direito próprio e inalienável esse direito e esse estatuto....
Afinal, são eles que sabem contar..., sabem cantar..., sabem encantar recriando simplesmente aquilo que, dizem, ouviram contar...
Aqui fica a minha homenagem aos alunos dos cursos nocturnos e diurnos, com quem tive o privilégio de trabalhar, em diversas escolas de Beja e suas famílias, que,
diziam eles:
- "Não sabem NADA daquilo que possa interessar à Escola...!!!"
(Pois! Quando a Escola está desligada da VIDA!!! Como diz Torga!...)
Assim quero deixar aqui o meu agradecimento a TODOS com quem tive o prazer de me cruzar na década dos anos 80 do séc. XX, personificados nalgumas figuras inolvidáveis:
A D. Antónia Horta a mulher considerada quase analfabeta, que fazia poemas e contava istórias, mãe de filhos doutores... como o meu amigo e insatisfeito empreendedor o Professor Doutor José Orta, que conseguiu que alguns trabalhos do pensador maldito fossem publicados e sempre quis que esta istória fosse publicada, depois de devidamente expurgada!!!...
À Antónia Horta, filha, que morreu na homenagem a outra grande figura na nobre Arte de Aprender / Ensinar, o Professor Aiveca...
E com estes nomes a figura franzina da Ana Maria, tímida e quase inaudível a contar - "a minha avó disse..."!!! temendo que lhe ralhassem pelo atrevimento...
A Ana Burrica a inventar que ouviu...; O Jorge Cruz... e o Luís Filipe... que inventavam mesmo sem terem ouvido...; e o Abílio... e a Cláudia... e a Custódia... e a Florinda... e a Liliana...; nomes que pretendem representar as várias centenas de alunos que me proporcionaram horas maravilhosas de aprendizagem comum!!!

Nesta homenagem, fica também a minha crítica impiedosa, aos responsáveis pela Escola e pela Coisa Pública, que, arvorados em Donos e Doutores, iam, vão dizendo:
- Isso não é bem assim... Não é essa a Lenda... Isso não é lenda que se conte...
- Um Senhor Doutor de Lisboa veio dizer que aquilo não era uma Lenda de Beja... que ele é que sabia!!!

Lembro até aquela senhora ilustre, quase histérica, que veio de Lisboa intimar as Autoridades locais e os Directores para lhe mostrarem onde estavam os "tesouros de Contos e Lendas" escondidos no Alentejo que um vagabundo tinha andado a dizer, lá por Lisboa, que continuavam a existir e em abundância!!!
- "e... como vêem... vocês não sabem, portanto, afinal, não existem!!! Se existissem, vocês, autoridades, teriam de saber!!! Têm de fazer concursos... Têm de saber onde é que essas "coisas" estão... pois nós "os que sabemos" é que temos o "pesado encargo" de "decidir" se são ou não são de cariz e raiz popular... e nós é que podemos decidir se merecem ou não ser publicadas e divulgadas... temos de organizar sessões com muitos estrangeiros e gente de nome sonante, sobretudo em euros!!!, para ensinar esta gente a ouvir e aprender!!!"...
Estes e outros disparates continuam a correr por aí, não em palavras mas perversamente em acção asfixiante e castradora, sem se lembrarem que a "tradição oral / popular" vem dos "tempos antigos", ancestrais, sem licença dos "arvorados em ilustres donos do saber", porque, como na Língua, o Mestre e o Dono da Tradição Oral é o Povo que a usa e cultiva.

Afinal, lamentavelmente, continua a ser verdade a fantasia do Poeta Miguel Torga, in PORTUGAL - Um Reino Maravilhoso (Trás-os-Montes), Coimbra, 5ª edição, 1986, p. 40:
"Mas mesmo nos reinos maravilhosos acontece a desgraça de o povo saber de uma maneira e as escolas saberem doutra."

Mas tu és parvo ou quê? Não sabes que estas coisas (mesmo que sejam verdade) não se podem dizer assim!!! Não se pode dizer mal dos doutores porque eles é que sabem... muito menos das autoridades, porque são elas que mandam!!!
Então como é que se diz?

E a FADA madrinha começou assim:
"Um dia, "no reino da imensa planura - Além Tejo, onde, como diz o Torga, aquele do Reino Maravilhoso - Trás-os-Montes, terá nascido a esperança num destino nacional do tamanho do mundo" andava um vagabundo, que era meio cigano andarilho de montes e de feiras, e andava à procura de istórias e de contos desses que não vêm nos livros... Um dia distraiu-se e contou no sinistro castelo dos feitiços, onde feiticeiros e tenebrosas feiticeiras viviam de enganar as gentes confundido-as com a garotada que queriam enganar, que tinha encontrado uma mina sem fim de tesouros intermináveis... Disse, distraído, e convencido que ninguém o tinha ouvido!!! Qual não é o seu espanto, quando, logo uns tempos depois, enviaram a feiticeira chefe com o seu chapéu bicudo e nariz adunco, com verruga e tudo, montada na sua vassoura voadora e repentinamente convocou todos os aprendizes de feiticeiros e autoridades que havia na região e reclamou, em altos gritos, os seus direitos sobre todos os tesouros conhecidos e a conhecer, com a proibição ameaçadora e mortal de que nada seria divulgado e dito sem passar pela sua finíssima peneira e só assim seria permitido "brincar" a essa "brincadeira de "contar istórias" que era só para gente entendida e com credenciais daquela "escola" do "sinistro castelo das feitiços e não por esses vagabundos andarilhos de montes e de feiras!!! E assim foi dito e assim se fez... e desde esse dia, desde essa altura, nunca mais ninguém teve licença para contar istórias naquele reino da imensa planura sem essa devida e indispensável autorização!!! Podem, é claro contar-se istórias e até histórias, até doutros reinos e contadores, desde que aprovados e "vendidos" pelos senhores do sinistro castelo dos feitiços!!! Os outros, os verdadeiros contadores de sempre, esses não existem... tal como este LIVRO, magia!, não existe.

Assim, como estas istórias não existem, aqui ficam ...as viagens maravilhosas
através da fantasia
de um tal cigano CASTANHO
e da cigana MARIANA
contando, cantando co(a)ntado
em BALADAS…
emBALADAS…
a balada (badalada) - as baladas, em 3 andamentos e várias cantatas...
DO TOURO E DA COBRA DAS TERRAS DE BEJA
…as LENDAS de touros e cobras nascidas das FONTES...
& algumas Cantigas do enCANTO das FONTES

Ver Também - O TOURO e a COBRA - LENDAS de BEJA?

Fragmento gratuito:

 

...um pobre poeta,
cantor de baladas
de lendas cantadas
de contos fantásticos...
contador d'istórias
de contos de fadas,
de botas já rotas,
de roupas já gastas,
cantava na praça,
p'rá gente assombrada
que dormia em casa
de portas cerradas...

E assim nasceu o canto,
a lenda, encanto das fontes,
que um pouco por todo o lado
e desde os tempos perdidos
vai juntar os namorados
junto às fontes escondidas...
escondidos d'outra gente
que também já se escondeu
a procurar o amor
que entretanto, p'ra mal seu,
já de todo se perdeu...
e, por vingança brutal
ou razão irracional
vai vigiar os amantes
para os impedir de amar
em vez de, vejam lá bem,
de parar a contemplar
e seus amores recordar
e seu AMOR reviver...

 

 

E-Mail: joraga@netcabo.pt
pelo telefone 212 553 223 ou pelo Telmv. 917 632 524
e pelo CORREIO: Rua Almada Negreiros, 48 - 2855-405 CORROIOS.
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